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Festa Junina: Você sabe como e quando surgiu essa festa?

Everaldo Reis / 6 de junho de 2019 /

O
Início

Apesar
de hoje em dia ter uma base cristã a festa já era realizada muito
antes do cristianismo. Pelos antigos povos do hemisfério norte.
Pesquisadores identificaram esse hábito principalmente entre celtas
de egípcios, que já tinham o costume de festejar em Junho, o
solstício de verão, para comemorar o início da colheita.

Conforme
o cristianismo foi se espalhando pela Europa, a igreja começou a
incorporar essas festas em seu calendário, retirando o sentido
“pagão” das mesmas e inserindo novos significados, focando nos
santos do mês.

A
festa Junina cristã surgiu na Europa e era chamada de “Joanina”
em referência ao santo católico, São João. Essa tradição
festiva foi trazida para o Brasil pelos portugueses na época
colonial. A princípio era comemorada somente a festa de São João,
e depois foram incorporados São Pedro e Santo Antônio cujo as datas
de celebração acontecem no mesmo mês. Há também outros santos
que são lembrados nesse período, porém o trio mais popular são os
anteriormente citados (São João, São pedro e Santo antônio). A
festa não tem data fixa, podendo ocorrer em qualquer dia do mês de
Junho.

O
mês de Junho é aproveitado para agradecer aos santos pela colheita
farta, principalmente do milho. Por essa razão a maioria dos pratos
das festas juninas são feitos de milho, pois Junho é o mês de
colheita do mesmo na maioria das regiões brasileiras.

Hoje
a festa junina faz parte do folclore brasileiro e ganhou
características particulares de cada região do país. As festas
nordestinas são as maiores e mais conhecidas.

Curiosidade:
Mesmo antes da chegada dos portugueses no Brasil os Índios faziam
importantes rituais durante o mês de Junho. Onde faziam celebrações
ligadas a agricultura, com danças, cantos e comida. E com a chegada
dos jesuítas as festas acabaram se fundindo, os costumes indígenas
e as festas religiosas. E também por essa razão a variedade de
pratos típicos nativos.

A
Dança

A
quadrilha, dança tradicional das festas Juninas teria sido uma
adaptação das chamadas contradanças dos salões aristocráticos da
França, no século XVII. Danças nas quais os casais seguiam uma
série de passos coreografados com ritmos alegres.

Quando
a dança migrou para o Brasil, algumas palavras francesas se tornaram
gritos festivos. Tal como “Anarriê”, que vem do francês “en
arrière”, que significa simplesmente “para trás”.

Contradança
tradicional:
https://www.youtube.com/watch?v=IxynBtrn47c

A
Comida

Toda
a alimentação dessa época é feita a base de comida nativa, por
influência indígena na festa. São comidas que os índios
cultivavam, como milho, mandioca, amendoim e batata-doce
misturando-se com os pratos trazidos pela colonização portuguesa,
incluindo também, pipoca, quentão e tantos outros. Os pratos tendem
a ser praticamente os mesmos no Brasil todo, havendo pouquíssimas
diferenças entre as regiões.

A
Fogueira

A
fogueira já estaria presente nas celebrações indígenas e pagãs,
mas também ganhou sua explicação cristã: Santa Isabel disse a
Virgem Maria que quando São João nascesse acenderia uma fogueira
para avisá-la. Sendo assim, Isabel o fez e Maria viu as chamas de
longe e foi visitar João Batista recém-nascido. Essa seria a
explicação cristã para as fogueiras utilizadas nas festas juninas.


Músicas

As
músicas juninas variam de uma região para outra, mas tem como base
primordial as músicas de sanfoneiros, forró pé de serra e músicas
animadas. Hoje em dia, misturam-se vários ritmos nas quadrilhas
Brasil afora. São feitas adaptações de músicas para o forró para
que sejam dançadas nas quadrilhas. Porém, as festas mais
tradicionais tendem a manter as músicas clássicas como as do
sanfoneiro Luiz Gonzaga, e dos compositores Adalberto Ribeiro e João
de Barro que fazem sucesso em volta da fogueira.

Baião,
Luiz Gonzaga:
https://www.youtube.com/watch?v=mwFGvGMxotc

Crenças
populares


também a volta dessa tríade de Santos a crença em pedidos feitos a
eles. Por exemplo, acredita-se que os balões soltos durante as
festas levem pedidos para São João. E existe também toda a crença
de que Santo Antônio é o santo casamenteiro e muitas pessoas fazem
simpatias acreditando poder assim conseguir o amor da sua vida.

Curiosidade²:
Vemos que o tema caipira é muito recorrente e influente nessas
festas. É uma forma de homenagear as pessoas que trabalhavam no
interior do Brasil. Pessoas que trabalhavam nas roças, plantações
e serviços manuais no interior. Por isso até hoje as pessoas se
vestem com roupas remendadas e chapéus de palha, por influência
dessa cultura caipira.